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  ADOLESCÊNCIA RESPONSÁVEL: UMA ABORDAGEM DIFERENTE

            A escola tem papel fundamental para fortalecer a formação do adolescente e da criança com o apoio da família.

Desse modo, considera-se importante abordar a fase da adolescência desprendida de tabus, substituir as falas do adoescente e as “drogas”, o adolescente e a “gravidez precoce” por “Adolescência Responsável”. A fase da adolescência representa para o indivíduo um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição de competências  que o capacitem a assumir os deveres e papéis sociais do adulto. O amadurecimento sexual (puberdade) que marca o início desta fase é destacado com o outro e da valorização da vida. Na medida que acontece o incentivo à responsabilidade social do adolescente no meio familiar, escolar e social procura-se diluir a imagem da adolescência caracterizada somente por conflitos e fortalecer que esta fase faz parte de um contexto mais amplo que é o da VIDA do ser humano.

A adolescência é uma fase dinâmica que exige uma maior diferenciação, ou seja,  a abordagem “Adolescência Responsável” propõe não só o estudo e conhecimento da anatomia do corpo humano, mas também da integração de outras formas diferentes de contextualização. Esta abordagem sugere uma relação harmônica com a família, possibilitando que o diálogo entre pais e filhos se fortaleça nesta fase. A família que participa da vida do adolescente previne problemas com envolvimento de drogas, sexualidade irresponsável e desvio de condutas.

A abordagem da “Adolescência Responsável” apresenta três enfoques: a qualidade de vida, sexualidade responsável e as relações humanas na adolescência. No aspecto da qualidade de vida são abordados assuntos relacionados à qualidade nutricional, à prevenção de doenças e à saúde física e mental. No aspecto da sexualidade responsável, as características sexuais, a prevenção da gravidez e de DST(s) e a saúde do homem e da mulher são destacadas. Considera-se o exercício da tolerância, o acolhimento ao outro e o olhar a si mesmo. Nas relações humanas parte-se da compreensão de que o adolescente apresenta direitos e deveres, que são observados nas relações com a família, escola e sociedade. As relações da amizade, do namoro e do ficar são discutidas abertamente. Procura-se desenvolver a consciência de que tudo apresenta um significado, tempo e valor. Os atos praticados apresentam também uma consequência que pode ser benéfica ou maléfica, descaracterizando a fantasia da onipotência, ou seja, achar que nada vai acontecer a si.

A característica principal desta nova forma de abordar “adolescência” é de fornecer aos adolescentes um modelo de identidade que os valorize. O adolescente precisa constituir-se como sujeito de sua história, desenvolvendo o novo paradigma da ética do cuidado, com a elaboração de um projeto de vida, destacando o cuidado do corpo e do espírito.

 

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Professora Tânia Suzana Veek Pachla

Habilitação em Ciências – Química pelas Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras Dom Bosco de Santa Rosa

Professora de Ciências do Instituto Sinodal da Paz